
Clube Bilderberg: o Governo Mundial na sombra
por
Carlos I.S. Azambuja em 10 de agosto de 2006
Resumo: Uma resenha do livro A Verdadeira História do Clube Bilderberg, que
relata a formação do estado totalitário mais perfeito já criado.
© 2006 MidiaSemMascara.
org
Capa do livro
Durante os últimos 50 anos, um grupo seleto de políticos, empresários,
banqueiros e poderosos em geral tem se reunido secretamente para planejar as
grandes decisões que movem o mundo e que, depois, simplesmente acontecem. O
livro A Verdadeira História do Clube Bilderberg, de autoria do jornalista e
especialista em comunicação Daniel Estulin, que há 13 anos investiga as
atividades secretas do Clube Bilderberg e que foi ganhador de três prêmios
de pesquisa nos EUA e Canadá, aponta quem aciona os controle por detrás da
fachada das organizações internacionais conhecidas. O livro foi editado em
28 países em 21 idiomas. Segundo o autor, a 1ª edição na Venezuela, Colômbia
e México foi esgotada em menos de 4 horas e causou manifestações em frente
às embaixadas dos EUA que, como é óbvio, ninguém viu e nem ouviu na TV ou
nos noticiários de imprensa. A seguir, você vai saber o motivo.
O texto abaixo – que uma amiga minha considerou “uma confusão dos diabos” -
é uma resenha desse livro. Mas, como disse Sun Tzu, para combater um inimigo
é preciso conhecê-lo, pois não se pode lutar contra algo que não se conhece.
***
A verdadeira história do Clube Bilderberg é uma narração da subjugação
impiedosa da população por parte de seus governantes. Um Estado Policial
Global que ultrapassa o pior pesadelo de Orwell, com um governo invisível,
onipresente, que manipula os fios desde a sombra, que controla o governo dos
EUA, a União Européia, a Organização Mundial de Saúde, as Nações Unidas, o
Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras instituições
similares. E, o mais espantoso de tudo, formula os projetos futuros da Nova
Ordem Mundial.
Muitos grandes empresários, políticos, incluindo alguns de seus
colaboradores, estão lutando para impor limites ao Clube, alguns de fora,
outros de dentro, se bem que de forma encoberta. Esse interesse de dominar o
mundo não é novidade na história da Humanidade. Outros já tentaram antes.
O lado obscuro do Clube Bilderberg – o pior mal já enfrentado pela
humanidade – está entre nós e utiliza os novos e amplos poderes de coação e
terror que a ditadura do complexo industrial-militar global – segundo
palavras do autor - requer para acabar com a resistência e governar aquela
parte do mundo que resiste às suas intenções.
Cada nova medida, por si só, pode parecer uma aberração mas o conjunto de
mudanças, que formam parte do processo em curso, constitui um movimento em
direção à Escravidão Total. A batalha está se realizando neste preciso
instante em que você lê esta matéria e a ditadura global – o Governo Mundial
Único – está vencendo.
O objetivo dos que lutam contra essa ditadura global é defender a nossa
intimidade pessoal e nossos direitos individuais, a pedra angular da
liberdade. E essa batalha envolve o Congresso dos EUA, a União Européia, os
tribunais, as redes de comunicação, as câmeras de vigilância, a
militarização da polícia, os campos de concentração, as tropas estrangeiras
estacionadas em solo de diversos países, os mecanismos de controle de uma
sociedade sem dinheiro em espécie, os microchips implantáveis, o
rastreamento por satélite GPS, os cartões de identificação por
radiofreqüência (RFID), o controle da mente, as contas bancárias, os cartões
inteligentes e outros dispositivos de identificação que o Grande Irmão nos
impõe e que conectam os detalhes da nossa vida a enormes bancos de dados
secretos dos governos.
Os caminhos que forem tomados agora determinarão o futuro da humanidade: se
passaremos a fazer parte de um Estado policial eletrônico global ou se
continuaremos como seres humanos livres.
O Clube do governo mundial na sombra decide, numa reunião anual secreta,
como devem ser realizados seus projetos diabólicos. Quando se celebram essas
reuniões, não por acaso seguem-se guerras, a fome, a pobreza, a derrubada de
governos e abruptas e surpreendentes mudanças políticas, sociais e
monetárias.
Skinner – Burrhus Frederic Skinner -, cientista do comportamento e do
aprendizado, colaborador do Instituto Tavistock – organização de pesquisa no
campo da psicologia social aplicada – que, por sua vez, é colaboradora do
Clube Bilderberg, considera a população em geral incompetente para educar
seus filhos e propõe como sociedade ideal aquela em que os filhos são
separados das famílias por ocasião do nascimento e educados pelo Estado, que
paga aos pais por seus filhos uma determinada quantia, em centros onde
passam a viver.
Outra forma de manipulação de conduta utilizada pelo Clube Bilderberg é
conseguir que as pessoas obtenham algo que desejam em troca da renúncia de
outra coisa, principalmente a liberdade.
Se bem que o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa-Redonda, o
Conselho de Relações Internacionais, as Nações Unidas, o Fundo Monetário
Internacional, o Clube de Roma e algumas outras organizações realizem seus
planejamentos e suas gestões em particular; a imprensa, as rádios e as
cadeias de TV se negam a cobrir o tema e não se atrevem a falar dele. Isso
mantém a maioria da população num estado contínuo de ansiedade interior
porque as pessoas estão demasiado ocupadas garantindo sua própria
sobrevivência ou lutando por ela.
A técnica do Clube Bilderberg consiste em submeter a população e levar a
sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira
que as pessoas cheguem a sentir-se tão exaltadas que peçam, aos gritos, uma
solução, qualquer que seja. Essa técnica tem sido aplicada às gangues de
rua, às crises financeiras, às drogas e ao atual sistema educacional e
prisional.
Com relação ao sistema educacional é necessário dar a conhecer que os
estudos realizados pelo Clube Bilderberg demonstram que conseguiram diminuir
o coeficiente intelectual médio da população. Para conseguir isso não só
manipulam as escolas e as empresas, mas também têm se apoiado na arma mais
letal que possuem: a televisão e seus programas de baixo nível, para afastar
a população de situações estimulantes e conseguir assim entorpecê-la.
O objetivo final desse pesadelo – ou dessa “confusão dos diabos”… - é um
futuro que transformará a Terra num planeta-prisão por meio de um Mercado
Globalizado Único – que tornou o mundo plano -, vigiado por um Exército
Mundial Único, regulado economicamente por um Banco Mundial e habitado por
uma população controlada por microchips cujas necessidades vitais terão sido
reduzidas ao materialismo e à sobrevivência: trabalhar, comprar, procriar,
dormir, tudo conectado a um computador global que supervisionará cada um de
nossos movimentos.
Os membros do Bilderberg “possuem” os bancos centrais e, portanto, estão em
condições de determinar os tipos de interesses, a disponibilidade de
dinheiro, o preço do ouro e quais os países que devem receber quais
empréstimos. Ao movimentar divisas, os membros do Bilderberg ganham milhares
de dólares.
Desde 1954, os sócios do Bilderberg representam a elite das nações
ocidentais - financistas, industriais, banqueiros, políticos, líderes de
corporações multinacionais, presidentes, primeiros-ministros, ministros das
Finanças, secretários de Estado, representantes do Banco Mundial, OMC, FMI,
executivos dos meios de comunicação e lideranças militares -, um governo nas
sombras que se reúne em segredo para debater e conseguir um consenso sobre a
estratégia global. Todos os presidentes dos EUA, desde Eisenhower,
pertenceram ao Clube. Também Tony Blair, assim como Lionel Jospin, Romano
Prodi, ex-presidente da Comissão Européia, Mario Monti, comissário europeu
para a Concorrência, Pascal Lamy, comissário do Comércio, José Manuel Durão
Barroso, atual presidente da Comissão Européia, Alan Greenspan, chefe do FED
(o Banco Central dos EUA), Hillary Clinton, John Kerry, a ministra de
Assuntos Internacionais da Suécia, assassinada, Anna Lindh, Melinda e Bill
Gates, Henry Kissinger, a dinastia Rothschild, Jean-Claude Trichet, cabeça
visível do Banco Central Europeu, James Wolfenson, presidente do Banco
Mundial, Javier Solana, ex-Secretário Geral do Conselho da Comunidade
Européia, o financista George Soros, um especulador capaz de derrubar moedas
nacionais em proveito próprio, e todas as famílias reais da Europa.
Juntamente com eles sentam-se os grandes proprietários dos meios de
comunicação, pessoas que controlam tudo o que se lê e assiste.
Em 2004, no Grande Hotel des Iles Borromées, em Stresa, Itália, em mais um
Encontro, celebrou-se o 50º aniversário do Grupo, que foi constituído entre
os dias 29 e 31 de maio de 1954 no hotel Bilderberg (daí o nome de Grupo
Bilderberg), na localidade holandesa de Oosterbeckl em um evento organizado
pelo príncipe Bernard, da Holanda.
Tanto Donald Rumsfeld, atual Ministro da Defesa dos EUA, como o general
Peter Sutherland, da Irlanda, são membros do Bilderberg. Sutherland é
ex-comissário europeu e presidente da Goldman, Sachs e Britsh Petroleum.
Rumsfeld e Sutherland ganharam um bom dinheiro em 2000 trabalhando juntos no
conselho da companhia energética suíça ABB (Asea Brown Bovery Ltda). Sua
aliança secreta tornou-se pública quando se descobriu que a ABB havia
vendido dois reatores nucleares a um membro ativo do “eixo do mal”, a Coréia
do Norte!
Por outro lado, é muito difícil resumir como o Clube Biderberg esteve
envolvido com a administração de Ronald Reagan, eleito presidente dos EUA em
1980. Todos os cargos importantes do governo foram ocupados por socialistas
fabianos, recomendados pelo Heritage Foundation do Bilderberg/Rockefeller
(um parêntesis para assinalar que a Heritage Foundation, fundada em 1973,
apresenta-se como um instituto educacional de pesquisa que formula e promove
políticas públicas e conservadoras baseadas nos princípios de livre-empresa,
governo limitado e liberdade individual, o que torna essa afirmativa – pelo
menos essa – inverossímil); com o assassinato de Aldo Moro - morto pelo
grupo maçon P2, com o objetivo de alinhar a Itália com o Clube de Roma e com
Bilderberg; com o assassinato de Ali Bhutto, presidente do Paquistão, em
1979, que queria desenvolver armas nucleares como elemento de dissuasão
contra “as contínuas agressões israelenses no Oriente Médio”; com a
deposição do Xá do Irã pelo aiatolá Khomeini, uma criação da VI Divisão de
Inteligência Militar britânica, popularmente conhecida como MI6 (sobre o
qual o Parlamento britânico não tem jurisdição); ou com o caso Watergate. Ao
contrário do que sempre afirmou o Washington Post, não houve nenhuma
“evidência” de que Nixon tenha abusado de seu poder. Se cometeu algum crime
foi o de não defender a Constituição dos EUA, como jurou na cerimônia de
posse.
O surgimento de Bill Clinton, “ungido” como candidato à presidência dos EUA
na conferência de Bilderberg de 1991, em Baden-Baden, Alemanha, à qual ele
esteve presente, também não é muito fácil de esclarecer. O que é
completamente desconhecido pela maior parte da população mundial é que Bill
Clinton, saindo da conferência, realizou uma inesperada viagem a Moscou,
onde em uma terça-feira, 9 de junho de 1991, entrevistou-se durante uma hora
com o Ministro do Interior soviético, Vadim Bakatin, ministro do já então
condenado governo de Mikhail Gorbachev. Especula-se que Clinton tenha sido
enviado a Moscou pelo Clube Bilderberg para conseguir que “enterrassem” os
relatórios da KGB sobre a juventude do próprio Clinton e suas atividades
contra a guerra do Vietnã, dois meses antes de anunciar a sua candidatura à
presidência. Afinal, Vadim Bakatin, no governo de Boris Yeltsin, que sucedeu
Gorbachev, foi nomeado para um importante cargo na KGB.
Como esses fatos podem ser verificados? É virtualmente impossível penetrar
no Clube Bilderberg. Algumas provas não estão ao alcance porque fazem parte
dos arquivos da Inteligência e só uma minoria privilegiada pode vê-las. Não
esperem nunca que os meios de comunicação mencionem a conspiração nos
telejornais da noite. E, como nada disso que consta no livro de Daniel
Estulin aparece nos noticiários, as pessoas imaginam tratar-se de mais uma
das muitas teorias de conspiração a serem desprezadas, freqüentemente
ridicularizadas e, por fim, rejeitadas. Resumindo: “uma confusão dos
diabos”.
O objetivo do Clube Bilderberg é a busca de uma era pós-nacionalismo, em que
já não haverá países, só regiões e valores universais. Ou seja, só uma
economia universal, um governo universal (designado, não eleito) e uma
religião universal. Para assegurar esses objetivos, os membros do Clube
defendem um enfoque mais técnico e menos conhecimento por parte do público.
Seu objetivo final é o controle de absolutamente tudo no mundo, em todos os
sentidos da palavra: a atmosfera, os oceanos, os continentes com todas as
suas criaturas. Agem como se fossem Deus na Terra.
Deus pode ter criado o Universo mas, no que diz respeito ao planeta Terra, a
mensagem do Clube Bilderberg para Deus é simplesmente a seguinte: “Obrigado.
Mas a partir de agora nós mesmos vamos tomar conta”.
Recentemente, em 28 de fevereiro de 2006, Daniel Estulin denunciou, na
Internet, as dificuldades para que seu livro seja vendido em Portugal e
Espanha, inclusive com boicote por parte da editora Planeta, que o editou.
Fonte: A Verdadeira História do Clube Bilderberg, Daniel Estulin, editora
Planeta, 2005.
Carlos I. S. Azambuja é historiador.